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Registo de autoridade
Fouad Darwich Zacharias
Pessoa singular · Data de Nascimento 23/09/1921; Data de Falecimento 29/04/1990

Fouad Darwich Zacharias nasceu em Belem, no Pará, no dia 23 de agosto de 1921, filho de imigrantes libaneses. Em 1948, iniciou sua trajetória na área jurídica como Promotor Público na Comarca de Altamira. Alguns anos depois, em 1951, decidiu seguir novos caminhos e pediu exoneração do cargo, mudando-se para Porto Velho em 1952.

Com grande dedicação ao Direito, teve um papel fundamental na estruturação da Justiça em Rondônia. Foi o primeiro Presidente da OAB/RO e também prestou serviços jurídicos ao Banco da Amazônia. Seu trabalho ganhou ainda mais relevância em 1980, quando foi nomeado Procurador do Território Federal de Rondônia, função que exerceu até janeiro de 1982. Durante esse período, participou ativamente da elaboração do documento preliminar que elevou Rondônia à categoria de Estado.

Com a criação do Poder Judiciário estadual, foi nomeado Desembargador pelo então governador Jorge Teixeira de Oliveira, tornando-se o primeiro Presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ/RO). Assumiu o cargo em 26 de janeiro de 1982 e teve um papel essencial na organização inicial da Justiça do Estado, além de contribuir para a criação da Lei de Organização Judiciária.

Fouad Darwich Zacharias deixou um legado de comprometimento e seriedade no Judiciário rondoniense. Infelizmente, faleceu em 29 de abril de 1990, ainda no exercício de suas funções, mas sua trajetória continua sendo uma referência para o Direito na região.

Darci Ferreira
Pessoa singular · Data de Nascimento 29/08/1940

Darci Ferreira das Chagas nasceu em 29 de agosto de 1940, no município de Palestina, estado de São Paulo. Filho de Percilia Pagioro Ferreira e Oscar Ferreira das Chagas, formou-se em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito do Distrito Federal, concluindo o curso em 1974.
Exerceu a advocacia na cidade de Brasília a partir de 1978, ano em que foi nomeado para o cargo de Juiz de Direito da 2ª Circunscrição do então Território Federal de Rondônia. Assumiu suas funções na Comarca de Guajará-Mirim em 4 de outubro do mesmo ano.
Em 25 de janeiro de 1982, foi nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, por meio do Decreto n.º 003/1982, publicado no Diário Oficial n.º 0009, de 27 de janeiro de 1982. Tomou posse no cargo em 26 de janeiro daquele ano. No mesmo período, por delegação do Tribunal de Justiça, teve papel fundamental na instalação das Comarcas de Cacoal, Pimenta Bueno, Ariquemes, Jaru, Costa Marques, Ouro Preto do Oeste, Colorado do Oeste, Presidente Médici e Espigão do Oeste.
Foi o primeiro Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), exercendo o cargo no biênio 1982/1984. Atuou ainda como Vice-Presidente do Tribunal de Justiça no biênio 1986/1988, permanecendo na função até novembro de 1987. Foi também o primeiro Vice-Presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (AMERON).
Aposentou-se em 5 de novembro de 1987. Faleceu em 2012, na cidade de Brasília/DF.
Como reconhecimento por sua contribuição ao Judiciário rondoniense, foi homenageado com a denominação do Fórum Desembargador Darci Ferreira, inaugurado em Pimenta Bueno (RO) no dia 15 de outubro de 2021.

Dimas Riberio da Fonseca
Pessoa singular · Data de Nascimento 25/03/1931

Dimas Ribeiro da Fonseca nasceu em 25 de março de 1931, no município de Guadalupe, Piauí. Filho de Manoel Ribeiro da Fonseca e Carmina Mousinho Fonseca, formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Minas Gerais, em 1956. Ingressou no Ministério Público do Estado de Minas Gerais em 1959, atuando como Promotor de Justiça na Comarca de Unaí. Entre 1967 e 1982, foi membro do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Em 18 de março de 1982, foi nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, tomando posse no dia seguinte. No biênio 1984/1986, exerceu o cargo de Vice-Presidente da Corte. Posteriormente, presidiu o Tribunal de Justiça de Rondônia entre 1990 e 1992. Em 1990, assumiu interinamente o Governo do Estado de Rondônia em dois períodos distintos.
No âmbito da Justiça Eleitoral, foi Vice-Presidente e Corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) entre 1983 e 1985, e Presidente do mesmo tribunal no biênio 1986/1988. Também dirigiu a Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (EMERON) nos biênios 1996/1998 e 1998/2000.
Recebeu os títulos de Cidadão Honorário do Município de Porto Velho e do Estado de Rondônia. É autor das obras Discursos & Outras Contravenções Literárias, Minha Vida em Quatro Estações e Entre o Peso da Toga e o Canto da Lira. Atuou como professor na Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e na Universidade de Brasília (UnB), sendo ainda membro das Academias de Letras dos Estados de Rondônia, Minas Gerais e do Distrito Federal.
Aposentou-se em 23 de março de 2001, deixando um legado marcante tanto no Judiciário quanto na cultura literária do país.

Adilson Florêncio Alencar
Pessoa singular

Data de Nascimento: 14/12/1929
Adilson Florêncio Alencar nasceu em 14 de dezembro de 1929, na cidade de Bodocó, Estado de Pernambuco, formou-se em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito do Rio Grande do Norte. Exerceu a advocacia por 8 anos nos Estados do Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal. Foi delegado de polícia do Distrito Federal nos anos de 1968 a 1974.
Iniciou sua trajetória na administração pública como Promotor de Justiça de 1975-1982.
Ingressou na magistratura rondoniense em 22 de julho de 1982, ao assumir o cargo de Juiz de 3ª Entrância, passando a Juiz de Direito titular da 3ª Vara Cível e da 1º Vara Criminal da Comarca de Porto Velho. Pouco mais de um ano depois, em 15 de dezembro de 1983, foi promovido ao cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia. Pelo critério de antiguidade em razão da aposentadoria do Desembargador Darci Ferreira. Assumindo o cargo de Vice-Presidente do Tribunal de Justiça no período de 11 de novembro de 1987 a 14 de março de 1988. Biênio 1988/1990. Foi Presidente do Tribunal de Justiça Rondônia no biênio 1994/1996. Integra a Câmara Cível do egrégio Tribunal de Justiça de Rondônia.

Pessoa coletiva · 1912 - 1943

O povoado de Santo Antônio do Rio Madeira teve sua origem na última metade do século XIX, próximo à cabeceira da cachoeira de Santo Antônio. Essa localidade tornou-se rota crucial para o comércio no norte de Mato Grosso. O processo de colonização territorial teve início com a tentativa de construção de uma ferrovia pela empresa inglesa Public Works Construction, que buscava contornar o trecho encachoeirado do rio Madeira. Entretanto, as dificuldades enfrentadas levaram ao abandono das obras na localidade, resultando em um período de estagnação no desenvolvimento da região. Durante essa fase, Santo Antônio do Rio Madeira se tornou um ponto de apoio para a precária navegação entre Belém ou Manaus e Vila Bela da Santíssima Trindade. O processo de ocupação do povoado ganhou impulso com a expansão da navegação a vapor, em sintonia com a produção e exportação de borracha. Galpões e depósitos foram construídos, e o comércio na região se desenvolveu para suprir as necessidades das expedições. Somente em 1907, com a última tentativa de construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, ocorreu um aumento significativo no comércio local. Isso levou o governo de Mato Grosso a tomar medidas para reafirmar sua jurisdição e resolver disputas territoriais com o estado do Amazonas. Nesse sentido, em 1908, foi criada a comarca e o município de Santo Antônio. No entanto, a instalação da comarca de Santo Antônio do Rio Madeira ocorreu somente em 2 de julho de 1912.