Refere-se ao homicídio de Benedito Pedro do Nascimento, ocorrido na localidade de Jaru, município de Santo Antônio do Madeira, então pertencente ao Estado de Mato Grosso. O acusado, Manoel Feliciano Bezerra, foi preso em flagrante e com ele foram apreendidos um rifle e um punhal, que estariam em sua posse no momento do crime. O inquérito foi conduzido na estação telegráfica local pelo inspetor Luiz, única autoridade presente na ocasião, e encaminhado ao Juiz de Direito da Comarca, junto com o preso e os objetos
O comerciante Moisés Benesby viajou e deixou a chave de sua casa com o marceneiro Bittencourt Sampaio Elias, conhecido como “Bibi”, que estava fazendo serviços no local. Ao retornar, Moisés percebeu o sumiço de bebidas, toalhas, um relógio e o uso indevido do rádio da casa. Durante as investigações, uma empregada de 14 anos, chamada Teresinha, relatou que Bittencourt tentou assediá-la, oferecendo dinheiro em troca de beijos e relações. Outros depoimentos confirmaram que ele tinha acesso à casa, mas não havia provas suficientes para acusá-lo formalmente de furto ou dano. O promotor pediu o arquivamento do processo, alegando falta de elementos para abrir ação penal contra o acusado.
O processo trata de um caso envolvendo agressões físicas que resultaram em ferimentos tanto em uma mulher identificada como Sophia Penha, quanto em um soldado chamado Honorato Cândido Pinheiro. Ambos foram internados no Hospital Candelária no dia 20 de julho de 1922 e receberam alta, respectivamente, nos dias 4 e 12 de agosto do mesmo ano, conforme consta em laudo expedido pela direção da unidade hospitalar.
O caso gira em torno de uma queixa-crime apresentada por Deuzalina Pereira de Jesus contra Expedita Pereira do Nascimento, por injúria, calúnia e invasão de propriedade. Expedita, segundo o relato de várias testemunhas, tinha o hábito de entrar nos quintais dos vizinhos procurando suas galinhas desaparecidas, acusando-os sem provas de furto. Em especial, no dia 10 de dezembro de 1960, ela teria entrado no quintal de Deuzalina e a ofendido verbalmente. Apesar das provas e testemunhos, o processo acabou arquivado por um motivo importante: o marido de Expedita informou que ela tinha problemas mentais, já havia sido internada como “louca” em Mato Grosso, e que passar por um interrogatório poderia causar uma crise grave.