O caso gira em torno de uma queixa-crime apresentada por Deuzalina Pereira de Jesus contra Expedita Pereira do Nascimento, por injúria, calúnia e invasão de propriedade. Expedita, segundo o relato de várias testemunhas, tinha o hábito de entrar nos quintais dos vizinhos procurando suas galinhas desaparecidas, acusando-os sem provas de furto. Em especial, no dia 10 de dezembro de 1960, ela teria entrado no quintal de Deuzalina e a ofendido verbalmente. Apesar das provas e testemunhos, o processo acabou arquivado por um motivo importante: o marido de Expedita informou que ela tinha problemas mentais, já havia sido internada como “louca” em Mato Grosso, e que passar por um interrogatório poderia causar uma crise grave.
O inquérito foi instaurado em Guajará-Mirim para apurar denúncias de abuso cometidas por dois guardas territoriais, Antonio Alves de Souza e Francisco Rodrigues Bezerra, contra Manoel Sales. Ele havia sido preso para averiguações e, após fugir da delegacia, foi capturado pelos guardas. Segundo relatos, mesmo estando rendido, Manoel foi agredido. O inquérito foi aberto, mas o juiz decidiu não decretar a prisão preventiva dos acusados, pois Manoel, ao prestar depoimento, afirmou não ter certeza de quem o agrediu e não confirmou as acusações de forma clara.
Comarca de Guajará Mirim